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Filosofia na Sala de Aula

    (05/Jan) Tornar a aula legal.
 
Não sei em que lugares do Brasil meus colegas de profissão trabalham, mas por onde ja trabalhei meus alunos fazem um pedido de uma aula diferente. Sempre que recebo este pedido, procuro saber deles o que seria uma aula diferente, como ela seria, o que eles teriam, enfim. Depois deste exame eu passo a me preparar para a aula diferente, dependendo o lugar onde eu trabalho, as condições do lugar e os alunos com quem trabalho. Digo isto porque seria fácil dar uma receita pronta e miraculosa, mas não é. Sem conhecer a realidade em que se trabalha, o material que se tem e os alunos com quem se trabalha é complicado. Depois de ponderar sobre as questões anteriores planejo minha aula. Para citar um exemplo, no ano que que se passou ao final de um dos bimestres meus alunos pediram (uma), mais animada, confesso que meu animo não se estende muito além de algumas piadas sem graça que as vezes conto. Neste caso pensei e conversando com os alunos criamos todo um estudo sobre democracia de manira diferente. Vamos por passos, creio que fica mais fácil de entender.
1- Aulas teóricas, onde expliquei a origem da palavra, como foi nos primeiros tempos, a idéia acerca do termo por alguns pensadores.
2- Perguntei aos alunos como poderiamos fazer para ter uma escola mais demorática. Todos responderam por escrito e entregaram o material.
3- Depois disto retomei o que já havia explicado salientando as falhas nos projetos que cada grupo entregou, ou seja, mostrei a distância entre o que eles tinham por democracia e o que ela é.
3- Montamos na sala vários partidos políticos, tudo como é na realidade, com diretório, prefeito, vice....
4- Eles elaboraram seus planejamentos: plano de campanha, planos de governo, estratégias....
5- Na elaboração de cada parte do projeto era visto um modelo, o qual discutiamos.
6- Durante o processo os partidos faziam campanha pela escola, divulgavam o partido e suas ideias entre os colegas do período de aula.
7- Próximo ao final do trabalho elaboramos uma apresentação pública das ideias, um discurso oficial do partido. Cada partido teve um tempo e regras para se apresentar ao público.
8- No final, depois de vermos a escola cheia de faixas, cartazes, santinhos, músicas na internet, orkut dos partidos, centrais de atendimento via e-mail... tratamos de fazer a eleição. Todos os alunos do turno, inclusive professores, votaram no partido que tinham as melhores propostas.
9- Depois de eleger o partido outros ficam chateados, podem sugerir fraude, neste momento retoma-se o que foi trabalhado desde o começo mostram a imparcialidade do processo e sobretudo do professor coordenador.
10- Os melhores projetos podem ser encaminhados a direção e possivelmente pode-se pensar na formação de um Gêmio Estudantil.

Neste trabalho eles não tiveram uma aula diferente, mas todo um trabalho diferente, o que não deixou de ser aula de filosofia e deu a ela uma caráter prático. Os alunos gostaram, aprovaram a experiência e sugerem que todo ano tenhamos um tipo de trabalho destas proporções.

Responsável - Rosemiro A. Sefstrom
     

 
 
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