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Provas de Concursos e do Vestibular

 
(09/Jan) Prova e Gabarito - Professor de Filosofia - Instituto Federal do Pará - AOCP - 2009
 
C O N H E C I M E N T O E S P E C Í F I C O

26. O século XVIII é conhecido como Século das Luzes, Iluminismo ou Ilustração. Como as próprias designações sugerem, o que caracteriza esse movimento de ideias é a valorização do homem e a defesa da autonomia da razão em face dos argumentos tirados da autoridade e da tradição.
Sobre o Iluminismo, assinale abaixo a alternativa correta.
a) Podemos falar do Iluminismo como um movimento absolutamente homogêneo. Quando falamos em Iluminismo, portanto, estamos nos referindo a uma doutrina sistemática suscetível de ser exposta como um todo uno e coerente.
b) Esse movimento de ideias ocorreu apenas em um país da Europa, a França. Seus representantes maiores são Voltaire, Diderot e os enciclopedistas. A publicação da Enciclopédia caracterizou-se pela erudição com que seus verbetes foram escritos, o que inviabilizou sua divulgação.
c) Esse movimento se difundiu em vários países da Europa, englobando uma grande variedade de escolas e pensadores. Achamo-nos diante de um movimento de ideias que se manifesta através de uma grande variedade de obras distintas que, no entanto, participam de um mesmo "espírito" comum e de uma mesma atmosfera cultural.
d) Para os filósofos das Luzes, há apenas uma autoridade que não pode ser regida pelos domínios da razão: a esfera moral, pois é ela a principal responsável por dirigir e organizar a vida em sociedade, sendo fundamentada não na razão, mas nos princípios da liberdade, fraternidade e igualdade.
e) Novos domínios, novos territórios vão sendo descobertos pela Ilustração no mapa do saber. A atenção dos filósofos se volta para este mundo, a imanência religiosa cede lugar a transcendência da razão.

27. Em linhas gerais, sobre a filosofia de Immanuel Kant (1724-1804), em sua obra intitulada Crítica da razão pura, é correto afirmar:
I. Para kant, a razão pode conhecer a realidade tal como esta é em si mesma. A razão está nas coisas e não em nós. A realidade é um dado exterior ao qual o intelecto deve se conformar.
II. Para Kant, a razão não está nas coisas, mas em nós. A razão não pode conhecer a realidade tal como esta é em si mesma, apenas podemos conhecer os fenômenos, isto é, "aquilo que aparece".
III. Kant esforça-se para mostrar como, na relação com o conhecimento, aquilo que chamamos ser, é não um ser "em si", mas um ser objeto, um ser "para" ser conhecido, um ser posto logicamente pelo sujeito.
IV. Para conhecer as coisas, segundo kant, temos de organizá-las a partir da forma a priori do tempo e do espaço. Dessa forma, para o filósofo, o tempo e o espaço não existem como realidade externa, são antes formas que o sujeito põe nas coisas.
Quais das alternativas acima estão corretas:
a) Somente as alternativas I e IV estão corretas.
b) As alternativas I e III estão corretas.
c) Somente as alternativas II e III estão corretas.
d) Apenas a alternativa I está correta.
e) As alternativas II, III e IV estão corretas.

28. "Não é a consciência dos homens que determina o seu ser; é o seu ser social que, inversamente, determina a sua consciência".
A célebre afirmação acima é de Karl Marx (1818-1883).
Ela é a expressão não apenas de seu materialismo histórico dialético, mas também de sua crítica ao discurso moderno da filosofia da subjetividade. Quais dos elementos listados abaixo NÃO caracterizam essa crítica. Assinale a resposta INCORRETA.
a) Contra o liberalismo político, Marx mostrará, com a radicalidade de sua crítica, que a propriedade privada não é um direito natural, que o Estado é resultante de um contrato social, sendo a conciliação entre as classes o motor que deveria impulsionar a história.
b) É a perspectiva da revolução que confere sustentação social ao caráter radicalmente crítico da teoria marxiana. Nesse sentido, para Marx, a reflexão não deve se contentar com a constatação dos fatos, mas deve avançar sobre eles em direção a transformação social.
c) Para Marx, não são as ideias humanas, o Espírito ou a Consciência que movem a História, ao contrário, são as condições históricas que produzem as ideias.
d) Segundo Marx, para conhecer a sociedade não devemos partir do que os homens dizem ou pensam, mas da forma como produzem os bens materiais necessários a sua vida.
e) Marx crítica a dialética hegeliana, opondo-se ao idealismo espiritualista, pois, para Marx, é analisando o contato que os homens estabelecem com a natureza para transformá-la, por meio do trabalho, que se descobre como eles produzem sua vida e suas ideias.

29. Em 2002 o MEC publica os PCN + Ensino Médio. Como o próprio nome indica, trata-se de uma série de orientações complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais (1999). O objetivo desse material é, como sabemos, auxiliar a escola e seus agentes na construção de um currículo que possa servir de apoio na tarefa de desenvolver competências. No volume dedicado às Ciências Humanas e suas Tecnologias, encontramos a definição do que é filosofia. Qual definição é esta?
Assinale a alternativa correta.
a) Valendo-se da defesa da racionalidade, os PCN + Ensino Médio definem a filosofia como uma multiplicidade de posicionamentos diferentes. Aceitar essa multiplicidade significa não reduzir a "visão de mundo" da Filosofia a nenhum objeto específico, caracterizando-a como uma disciplina voltada para a interpretação e compreensão do mundo a nossa volta.
b) Mesmo reconhecendo a multiplicidade de linhas e orientações que cada filósofo educador possa privilegiar, os PCN + Ensino Médio definem a Filosofia basicamente como uma reflexão crítica a respeito do conhecimento e da ação, privilegiando a linha mestra de orientação para o ensino básico, qual seja, a formação para a cidadania.
c) Para os PCN+ Ensino Médio, a intenção pedagógica da Filosofia no Ensino Médio supõe a aceitação de posicionamentos diferentes quanto à definição de filosofia, não optando por um modo determinado de filosofar. Há apenas uma exigência: que o foco do processo ensino-aprendizagem seja o professor, denominado de filósofo educador.
d) Entendendo que a filosofia não trata de um objeto específico, como nas ciências, pois nada escapa ao seu interesse, ocupando-se de tudo, os PCN+ Ensino Médio não apresentam uma proposta de definição didática para esta disciplina.
e) A filosofia, para os PCN+ Ensino Médio, deve necessariamente conduzir o aluno "das trevas à luz", ou seja, é uma reflexão radical - que encontra suas raízes históricas na filosofia platônica, buscando na "alegoria da caverna" sua definição pedagógica -, voltada para esclarecer e iluminar o "senso comum", sendo definida basicamente como uma pedagogia (paidéia) da ação.

30. De acordo com os PCN+ Ensino Médio (2002), quais são os conceitos estruturadores da Filosofia?
Assinale a alternativa correta.
a) A essência, a aparência e o ser.
b) A razão, a fé e a lógica.
c) O homem, a natureza e Deus.
d) O indivíduo, a sociedade e o Estado.
e) O ser, o conhecimento e a ação.

31. Qual dos enunciados abaixo pode ser apontado como sendo expressão do pensamento de Michel de Montaigne (1533-1592)? Assinale a alternativa correta.
a) "Estudo-me a mim mesmo mais do que qualquer outra coisa e esse estudo constitui toda minha física e a minha metafísica".
b) "(...) todo mundo, na Utopia, vive ocupado em artes e ofícios realmente úteis. O trabalho material é de curta duração e mesmo assim produz a abundância e o supérfluo".
c) "A filosofia encontra-se escrita neste grande livro que continuamente se abre perante nossos olhos (isto é, o universo), que não se pode compreender antes de entender a língua e os caracteres com os quais foi escrito. E ele está escrito em língua matemática (...)."
d) "O silêncio desses espaços infinitos me apavora."
e) "À natureza não se vence, senão quando se lhe obedece."

32. De acordo com os PCN + Ensino Médio (1999), qual das opções abaixo melhor caracteriza as competências e habilidades a serem desenvolvidas pelo aluno de Filosofia do Ensino Médio. Assinale a alternativa correta.
a) Ler e escrever textos filosóficos de modo analítico e sintético, desenvolvendo a capacidade lógicoargumentativa do aluno.
b) Ler e debater textos filosóficos com a intenção de fazer com que o aluno possa "usar" o que aprendeu e, com isso, abandonar o "senso comum" e suas opiniões próprias, em função de uma filosofia de vida mais complexa e elaborada.
c) Ler e debater textos filosóficos, e de diferentes estruturas e registros, com autonomia discursiva, articulando diferentes conteúdos e contextualizando-os em seus diferentes planos. E elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo.
d) Ler, escrever e debater conhecimentos filosóficos, científicos e também históricos de forma a obter uma opinião sobre assuntos atuais e polêmicos.
e) Ler e debater assuntos das mais variadas áreas do conhecimento, desenvolvendo no aluno a capacidade de expressar - até mesmo por escrito - um ponto de vista universal, aceito por todos em diferentes contextos e, com isso, aprender a radicalidade do pensamento filosófico reflexivo.

33. Observe, a seguir, um texto retirado dos PCN + Ensino Médio (1999):
"Para serem compreendidos, portanto, é necessários que os conhecimentos filosóficos sejam interpretados, ao mesmo tempo, na perspectiva de seu autor e no contexto de origem desse pensamento. Para torná-los compreensíveis, é preciso que o professor conheça e leve em consideração as dificuldades e competências prévias do aluno/intérprete. Para compreendê-los, o aluno/intérprete tem de:" (PCN + Ensino Médio, 1999, p. 343)
Quais assertivas abaixo completam corretamente o texto acima?
I. Partir de seus conhecimentos, capacidades e contexto pessoal (biográfico, sócio-histórico etc).
II. Alcançar o texto em seu contexto específico, o que supõe abandonar (temporariamente) seu ponto de vista e seguir a argumentação do autor.
III. Dispor de liberdade para aplicar tais conhecimentos em outras situações cognitivas e de análise, compondo, assim, suas habilidades.
IV. Jamais considerar seus conhecimentos prévios, pois estes se configuram como "senso-comum", ou seja, constituem um saber não crítico.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas a assertiva I está correta.
b) Apenas a assertiva IV está correta.
c) As assertivas II, III e IV estão corretas.
d) As assertivas I, II e III estão corretas.
e) As assertivas II e IV estão corretas.

34. É a maneira peculiar de abordar seus objetos que diferencia essencialmente a Ciência da Filosofia ou de qualquer outra espécie de conhecimento. Se, de um lado, a posição característica assumida ante seus objetos não acarreta para o pensamento científico a unidade de um método, por outro lado, há apenas um espírito e um só tipo de visão propriamente científica.
Assinale a seguir os traços gerais que caracterizam corretamente o ideal de cientificidade.
I. A ciência é uma representação abstrata do real.
II. A ciência visa a objetos para descrever e explicar, não diretamente para agir.
III. A ciência constrói seus objetos com base na experimentação e na observação, assumindo uma preocupação constante com critérios de validação.
IV. A ciência produz necessariamente um sentido completo para cada um de seus enunciados tomados isoladamente.
Das assertivas acima, quais são verdadeiras?
a) As assertivas III e IV são verdadeiras.
b) As assertivas I, II e III são verdadeiras.
c) As assertivas II, III e IV são verdadeiras.
d) As assertivas II e IV são verdadeiras.
e) As assertivas I e IV são verdadeiras.

35. Defina o termo "razão instrumental", assinalando a alternativa correta:
a) É o uso da razão voltado para a compreensão técnica da realidade, isto é, ele é usado para distinguir os cursos técnicos profissionalizantes dos cursos acadêmicos.
b) É um termo usado para distinguir a especificidade da produção intelectual dos cientistas em relação aos filósofos.
c) Razão instrumental é um termo utilizado por Aristóteles para distinguir conhecimento técnico de conhecimento analítico ou lógico.
d) Razão instrumental é a primeira designação concedida por Darwin a sua teoria da evolução, indicando diretamente o tipo de razão implicado no processo de seleção natural.
e) Razão instrumental é a designação dada pelos frankfurtianos, como Adorno, Horkheimer e Marcuse, para um tipo de conhecimento que quer dominar e controlar a natureza e os seres humanos.

36. Sobre a relação da filosofia com a questão da "utilidade" dos saberes para a vida, assinale a opção INCORRETA.
a) A pergunta pela utilidade da filosofia para a vida pode ser assim respondida: a Filosofia é a indagação sobre a realidade, a natureza ou a significação de alguma coisa, ideia ou valor.
b) A pergunta pela utilidade da filosofia para a vida pode ser assim respondida: A Filosofia é possibilidade de distanciamento e superação da situação dada e não escolhida.
c) A pergunta: "Para que Filosofia?" pode ser assim respondida: a Filosofia "não serve" para nada se "servir" é entendido como fazer uso imediato e técnico da Filosofia, ou dar-lhe utilidade econômica e lucrativa.
d) A pergunta pela utilidade da filosofia para a vida pode ser assim respondida: para dar unidade e sentido ao que cada um de nós entende sobre nossas experiências cotidianas, organizando-as em um todo coerente, o qual podemos certamente chamar de nossa "filosofia de vida".
e) A pergunta: "Para que Filosofia" pode ser assim respondida: para não darmos nossa aceitação imediata e irrestrita às coisas a nossa volta, sem maiores considerações.

37. Podemos afirmar que a Filosofia, de um modo geral, opera sistematicamente, com coerência e lógica?
Assinale a alternativa correta.
a) Não, porque a filosofia não é um pensamento científico, ou seja, as indagações filosóficas não se realizam de modo sistemático, mas sim de modo dogmático ou cético.
b) Sim, porque a filosofia é um exercício puramente intelectual e teórico, tem suas estruturas lógicas e regras próprias, o que a permite refletir sobre a especificidade dos problemas, como o faz as ciências.
c) Não, porque toda filosofia comporta um momento dogmático e uma face utópica, contradizendo sua sistematicidade e coerência.
d) Sim, podemos dizer que a filosofia opera sistematicamente, com coerência e lógica porque trabalha com enunciados rigorosos, encadeando-os logicamente, fundamentando seus conceitos e ideias de modo a obter um pensamento analítico, reflexivo e crítico de nossos conhecimentos e práticas.
e) Não, porque a atitude filosófica é, por excelência, a indagação e a crítica, cujos principiais norteadores são a dúvida e a incerteza.

38. Complete a lacuna, assinalando a alternativa correta.
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais - Ensino Médio (1999), o acesso aos conhecimentos filosóficos e o domínio da metodologia de análise e crítica da realidade, que a filosofia proporciona, são motivos que justificam a sua introdução no currículo do Ensino Médio, como uma forma dos jovens educandos exercerem a _____________________ para elevá-los em sua consciência se si e do mundo. Assim, a nova Legislação educacional brasileira, enfatiza a competência da Filosofia para promover sistematicamente condições indispensáveis para a formação da _____________.
a) crítica do senso comum - cidadania plena.
b) capacidade retórica - profissionalização integral.
c) interpretação instrumental - profissionalização integral.
d) moral necessária - identidade plena.
e) racionalidade técnica - cidadania plena.

39. "É absolutamente necessária a introdução da filosofia no currículo do ensino médio na forma de disciplina, como meio de assegurar a sua especificidade e garantir o desenvolvimento das habilidades e competências básicas requeridas pela área" (ALVEZ, 2002, p. 105).
De acordo com os PCN - Ensino Médio (1999) e com o contexto acima descrito, é correto afirmar que
a) o termo disciplina deve ser entendido aqui como garantia não apenas de um espaço específico de aula, mas como esforço de introduzir a filosofia em todas as disciplinas do eixo "Humanidades e suas tecnologias".
b) o termo disciplina deve ser entendido aqui como negação da interdisciplinaridade, componente ambíguo e superficial, que não garante o rigor e a sistematicidade dos conhecimentos.
c) o termo disciplina deve ser entendido aqui como a garantia de um espaço específico de aula, com carga horária própria e profissionais habilitados, pois o conhecimento filosófico é um saber altamente especializado e que, portanto, não pode ser tratado por leigos.
d) o termo disciplina deve ser entendido aqui não em seu sentido tradicional, mas sim como espaço aberto e dinâmico, isto é, na forma de atividades, projetos e programas de estudo, permitindo ao aluno falar de problemas atuais.
e) o termo disciplina deve ser entendido aqui como garantia de uma aprendizagem centrada no método expositivo de aula, enfatizando o caráter histórico e, sobretudo, de fundamentação teórica da filosofia.

40. Assinale a alternativa correta.
Para Thomas Hobbes (1588-1679),
a) a condição que antecede a formação da sociedade política é aquela da paz e harmonia entre todos, o que caracteriza o estado de natureza: momento a partir do qual os homens decidem se organizarem numa comunidade política.
b) os homens não têm outra escolha: ou se organizam em sociedade ou se destroem mutuamente, pois a condição que antecede a formação da sociedade política é aquela da guerra de todos contra todos que caracteriza o estado de natureza.
c) o poder soberano é toda a sociedade, isto é, o poder soberano é do povo, não pertence a ninguém em particular. Sendo todos os homens livres, iguais e independentes.
d) a preservação da liberdade na sociedade é decorrência da submissão à lei da maioria, pois o que faz uma sociedade mover-se numa direção e num sentido, tendo a história como força motriz, é o consentimento da maioria.
e) o homem nasce livre e em toda parte encontra-se a ferros, ou seja, a vida servil e desregrada da sociedade contradiz o estado de natureza, no qual o homem é livre, porque sem propriedade e, assim, sem servidão voluntária.

41. Aristóteles (384-322 a.C.) costuma ser considerado o primeiro teórico sistemático do conhecimento. No vasto acervo da obra aristotélica, um grande número de textos tem como objeto saber como o homem conhece e quais as condições do conhecimento verdadeiro. Para Aristóteles, a teoria do conhecimento tem como eixo principal as ideias de _____________ e de ______________, utilizando como instrumento(s) o(s)_______________, cujas regras garantem que a dedução, seguindo princípios precisos, vá das causas às consequências.
Complete as lacunas acima, assinalando a alternativa correta.
a) simulação - juízo - silogismo científico.
b) análise - crítica - primeiros analíticos.
c) poética - retórica - primeiros analíticos.
d) teórica - indução - objetos sensíveis.
e) demonstração - indução - silogismo científico.

42. "Nascer é simultaneamente, nascer do mundo e nascer para o mundo. Sob o primeiro aspecto, o mundo já está constituído e somos solicitados por ele. Sob o segundo aspecto, o mundo não está inteiramente constituído e estamos abertos a uma infinidade de possíveis. Existimos, porém sob os dois aspectos ao mesmo tempo. Não há, pois, necessidade absoluta ou escolha absoluta (...)" (Merleau-Ponty apud Chauí, M., 1994, p. 364).
De acordo com o texto acima, o que é a liberdade humana? Assinale a alternativa correta.
a) Liberdade é a capacidade para transformar uma possibilidade numa realidade. Nosso desejo e nossa vontade não são incondicionados, mas os condicionamentos não são obstáculos à liberdade e sim o meio pelo qual ela pode exercer-se.
b) Liberdade é uma atividade naturalmente desenvolvida pela vontade humana, ou seja, a liberdade é o poder absolutamente incondicional da vontade, em qualquer circunstância.
c) O possível é o provável, isto é, podemos calcular e antever, portanto, a liberdade é uma probabilidade observada nos próprios fatos.
d) A liberdade humana não existe, pois a liberdade em sociedade está submetida às leis. O que existe, portanto, são circunstâncias sociais, fora isto, a obediência é incondicional,
e) O possível é puro acaso, a necessidade é fatalidade bruta. A história está circunscrita sob este direcionamento, portanto, a liberdade humana não depende de "agora", depende dos acontecimentos passados, envolve a história da humanidade e suas tradições.

43. O que é silogismo dialético, segundo a Lógica Clássica? Assinale a alternativa correta:
a) O silogismo dialético não admite premissas contraditórias.
b) O silogismo dialético se refere ao universal e necessário, o que é de uma maneira e não pode deixar de ser tal como é; suas premissas são apodíticas, portanto, sua conclusão também o é.
c) O silogismo dialético é o que comporta argumentações contrárias, porque suas premissas se referem ao que pode ser de uma maneira ou de outra, contrárias entre si, suas premissas são hipotéticas, portanto, sua conclusão também o é.
d) O silogismo dialético deve necessariamente comportar duas premissas primárias, isto é, indemonstráveis, ou seja, as premissas devem ser causas da conclusão, esta sim passível de demonstração.
e) O silogismo dialético postula necessariamente verdades indemonstráveis, evidentes e causais, podendo ser chamados também de axioma.

44. Sobre os pré-socráticos, assinale a alternativa INCORRETA.
a) Podemos afirmar que os primeiros filósofos se importavam com nossa capacidade e possibilidade de conhecimento, pois afirmavam que nossa razão é parte da racionalidade do mundo.
b) Podemos afirmar que os primeiros filósofos não se importavam com nossa capacidade e possibilidade de conhecimento, ocupando-se apenas com a origem e a ordem do mundo, o Kosmos, isto é, a filosofia nascente era uma cosmologia e não uma filosofia propriamente dita.
c) Uma das maiores dificuldades para uma história do nascimento da filosofia na Grécia é a das fontes, pois todos os escritos dos pré-socráticos se perderam, restando apenas fragmentos.
d) Para os historiadores da filosofia grega, são pré-socráticos aqueles filósofos que abordam um tema em comum, e não porque todos eles teriam nascido e vivido antes de Sócrates. Tanto assim que Anaxágoras, um dos últimos pré-socráticos, foi contemporâneo de Sócrates.
e) As escolas pré-socráticas ? a saber, escola Jônica, escola Pitagórica, escola Eleata e escola Atomista ? são assim designadas para indicar aquele pensamento cuja preocupação central e investigação principal era com a phýsis (natureza, no sentido grego do termo, isto é, a phýsis não se reduz ao corpóreo) e com a cosmologia.

45. Qual é o "primeiro princípio" da filosofia cartesiana, segundo René Descartes (1596-1650), em seu texto Discurso do Método? Assinale a alternativa correta.
a) "Duvido, logo sou."
b) "O fundamento do ser e do conhecer é a separação entre corpo e alma."
c) "O poder de bem julgar e distinguir o verdadeiro do falso é propriamente o que se denomina bom senso ou razão."
d) "Eu penso, logo existo."
e) "Obedecer às leis e aos costumes (...), a moral provisória."

46. Complete a lacuna, assinalando a alternativa correta.
"O homem é, não apenas como ele se concebe, mas como ele quer que seja, como ele se concebe depois da existência, como ele se deseja após este impulso para a existência; o homem não é mais do que ele se faz. (...) Assim, o primeiro esforço do ______________ é o de pôr o homem no domínio do que ele é e de lhe atribuir a total responsabilidade da sua existência" (Extraído de Jean Paul Sartre, Coleção "Os Pensadores", trad. Virgílio Ferreira, 1973)
a) Existencialismo.
b) Empirismo.
c) Intelectualismo.
d) Psicologismo.
e) Essencialismo.

47. "Devemos considerar agora o que é a virtude. Visto que na alma se encontram três espécies de coisas - paixões, faculdades e disposições de caráter -, a virtude deve pertencer a uma destas". Aristóteles (384-322 a. C.).
Considerando o enunciado acima, o que é virtude para Aristóteles? Assinale a alternativa correta.
a) Para Aristóteles, as virtudes e os vícios são paixões, porque somos bons ou maus devido às nossas paixões, somos louvados e censurados devido às nossas paixões.
b) Para Aristóteles, as virtudes são faculdades: as possuímos por natureza, portanto, tornamo-nos bons ou maus por natureza.
c) Para Aristóteles, a virtude é uma disposição de caráter relacionada à seguinte verdade: não há meio-termo para a virtude, ela é da ordem do excesso ou da falta.
d) Para Aristóteles, a virtude é uma faculdade natural ao homem de bem, e seu principal atributo é sua capacidade de superar as paixões mediante a reflexão conceitual.
e) Para Aristóteles, virtude é uma disposição de caráter relacionada com as escolhas do homem, aquelas que o tornam bom e que o fazem desempenhar bem sua função; seu principal atributo é visar ao meio termo.

48. A democracia ateniense antiga (dos séculos V e IV a. C.) possui algumas características que a torna diferente das democracias modernas, ainda que estas se inspirem nela para se constituírem. São características da democracia ateniense, referentes ao período acima relacionado, as seguintes assertivas:
I. Na democracia ateniense, nem todos são cidadãos. Mulheres, criança, escravos e estrangeiros são excluídos da cidadania.
II. É uma democracia representativa, como as modernas. Um cidadão ? mais sábio ? é escolhido para representar o povo, garantindo, portanto, o poder de um sobre os outros.
III. É uma democracia direta ou participativa, e não uma democracia representativa, como as modernas. Na democracia ateniense, os cidadãos participam diretamente das discussões e da tomada de decisões, pelo voto.
IV. A democracia ateniense não exclui da política a ideia de competência ou de tecnocracia: em política uns são mais sábios e competentes que outros (os cidadãos comuns), aqueles devendo exercer o poder sobres estes.
Assinale a alternativa correta.
a) As assertivas III e IV são corretas.
b) As assertivas I e III são corretas.
c) As assertivas I, II e IV são corretas.
d) Apenas a assertiva I está correta.
e) As assertivas II, III e IV estão corretas.

49. Dentre as alternativas abaixo, qual delas NÂO pode ser considerada como característica da filosofia nascente, na Grécia do século VI a. C.?
Assinale a alternativa INCORRETA.
a) A filosofia nasce no contexto da pólis (cidade) e da existência de um discurso (lógos) público.
b) Exercício do pensamento e da linguagem, a filosofia irá diferenciar-se da palavra dos guerreiros e dos políticos porque possuí uma pretensão específica: não deseja apenas argumentar e persuadir, mas pretende também proferir a verdade (alétheia).
c) Um pressuposto básico da filosofia nascente é que "tudo vem do nada e tudo retorna ao nada", havendo, portanto, criação a partir do nada (como no judaísmo e no cristianismo). O que há de eterno em todas as coisas é esta força imaterial e imperecível, garantindo a permanência e a identidade do mundo.
d) Três conceitos-chave podem ser apontados como constitutivos do nascimento da filosofia e de sua história: arkhé (princípio, fundamento), phýsis (natureza) e Kínesis (movimento).
e) Um pressuposto básico da filosofia nascente é a preocupação dos primeiros filósofos com o devir, isto é, com a Kínesis, com o movimento (a transformação dos seres) e com o repouso ( a identidade da phýsis e a estabilidade dos seres).

50. Assinale a alternativa correta. No livro VI da República Platão apresenta sua teoria do conhecimento mediante o esquema da "linha dividida". A exposição de sua teoria do conhecimento neste diagrama ilustra a célebre separação platônica entre o mundo sensível e o mundo inteligível, cada qual com seus modos de conhecer, hierarquicamente distribuídos. Sobre o diagrama da ?linha dividida", ou seja, sobre a teoria do conhecimento platônica, podemos firmar que
a) Platão apresenta os modos do conhecimento distribuídos em uma "linha dividida" em duas partes desiguais, isto é, uma delas é maior do que a outra. A primeira parte dita inferior é chamada de visível e é menor que a parte dita superior, chamada de invisível. Esta divisão permite falar em graus de conhecimento, indo do mais baixo para o mais alto, havendo, portanto, passagem de um para outro.
b) Platão apresenta os modos do conhecimento distribuídos em uma "linha dividida" em duas partes iguais: a parte dita inferior é chamada de visível e a parte dita superior é chamada de invisível. A distribuição dos modos de conhecer permite falar em modos de conhecimento e não em graus do conhecimento, pois não há passagem de um ao outro.
c) Podemos afirmar que está ausente da teoria do conhecimento platônica a matemática, a qual é substituída pela dialética, método científico por excelência da filosofia platônica.
d) O quarto e último modo ou grau de conhecimento é a dianóia, isto é, raciocínio discursivo. Este nível, o mais alto, é o que conhece as essências, é ele que permite a Platão afirmar que a alma não participa da natureza do objeto conhecido, sendo pura essência, ela é separada na natureza das coisas em si.
e) A teoria do conhecimento platônica afirma, pela primeira vez na história do pensamento filosófico ocidental, que a alma não conhece por meio do corpo. Por isso, a República enfatiza o caráter estático do conhecimento, ou seja, não há passagem de um grau para outro na "linha dividida", o mundo sensível está separado do mundo inteligível, não havendo correspondência entre ambos.

GABARITO:
26C - 27E - 28A - 29B - 30E - 31A - 32C - 33D - 34B - 35E - 36D - 37D - 38A - 39C - 40B - 41E - 42A - 43C - 44B - 45D - 46A - 47E - 48B - 49C - 50A
     

 
 
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