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Provas de Concursos e do Vestibular

 
(03/Dez) IFRS - BAGÉ - 2018
 
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

1. O orfismo desempenhou um importante papel no desenvolvimento da filosofia.
Analise as afirmativas sobre o orfismo:
I. O orfismo introduziu, na Grécia, uma nova interpretação da existência humana.
II. A visão órfica reafirma a concepção homérica da existência humana.
III. No homem, hospeda-se um princípio divino que caiu em um corpo por causa de uma culpa originária.
IV. Sem o Orfismo não se explica o Pitagorismo, nem Heráclito ou Empédocles e, principalmente, uma parte essencial do Platonismo.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
a) I, apenas.
b) II, III e IV, apenas.
c) I, III e IV, apenas.
d) I, II, III e IV

2. Sócrates é figura fundamental da filosofia, emblematizado como aquele que melhor encarnou o que seria o ideal de ser filósofo.
Para Sócrates,
a) a essência do homem é sua alma.
b) o corpo deve ser cuidado primeiro, e depois a alma.
c) a alma não é o eu consciente, aquilo que denominamos de consciência.
d) o homem ignorante erra voluntariamente.

3. Embora a filosofia tenha surgido como liberação do Logos em relação ao discurso mítico, é notório o uso que Platão faz de mitos em seus diálogos.
Com base em Reale e Antiseri (2003, v. 1), afirma-se que
a) Platão abdica parcialmente da razão como instrumento da filosofia.
b) para Platão o mito não é uma expressão de crença.
c) para Platão, ao atingir seus limites, a razão pode ser ajudada pelo mito a superar os mesmos, elevando o espírito a uma visão ou pelo menos a uma tensão transcendente.
d) Platão usa de mitos, vide A caverna, mas o mito não tem no fundo qualquer utilidade diante do logos.

4. No livro II da Ética a Nicômaco, o filósofo grego Aristóteles realiza um grande trabalho em vista de conceituar o que é a virtude moral.
De acordo com tal trabalho conceitual, a virtude moral caracteriza-se como
a) algo adquirido pelo homem mediante o ensino.
b) uma capacidade inata da alma.
c) algo que se gera por natureza, não por hábito.
d) uma disposição de caráter da alma quanto ao seu gênero.

5. Leia o excerto abaixo:
"[...] sendo esta espécie de injustiça uma desigualdade, o juiz procura igualá-la; porque também no caso em que um recebeu e o outro infligiu um ferimento, ou um matou e o outro foi morto, o sofrimento e a ação foram desigualmente distribuídos; mas o juiz procura igualá-los por meio da pena, tomando uma parte do ganho do acusado."
(ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Abril Cultural, 1984. p. 126).
A que acepção de justiça Aristóteles se refere no excerto acima?
a) À justiça corretiva.
b) À justiça distributiva.
c) À justiça legal.
d) À justiça natural.

6. Com base na metafísica de Plotino, analise as afirmativas:
I. Da primeira realidade suprema ou hipóstase deriva a segunda, a qual Plotino denomina de Alma.
II. Existe uma atividade do Uno pela qual o Uno é Uno, e existe uma atividade que deriva do Uno, pela qual do Uno procede algo diverso dele.
III. O Espírito deriva do Uno do mesmo modo como este deriva da Alma.
IV. Criação e contemplação se identificam em termos filosóficos.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
a) III, apenas.
b) II e IV, apenas.
c) I, apenas.
d) I, II, III e IV.

7. Analise as afirmativas a seguir sobre os estóicos:
I. Zenão de Cício, um dos fundadores do pensamento estóico, renegava a metafísica e toda forma de transcendência.
II. Assim como os epicuristas, os estóicos viam a filosofia como uma "arte de viver" e o bem como atividade identificada com o prazer.
III. No estoicismo romano, já na era cristã, a doutrina era basicamente meditação moral com fortes tons religiosos.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
a) II, apenas.
b) I, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I, II e III.

8. Segundo Reale e Antiseri (2003, v. 2), a posição de Agostinho de Hipona sobre a relação existente entre fé e razão pode ser bem expressa pela proposição credo ut intelligam, intelligo ut credam (em português: "creio para compreender, compreendo para crer").
De acordo com tal proposição, a visão agostiniana sobre a relação entre fé e razão
a) expressa uma concepção fideísta.
b) concebe uma complementaridade entre fé e razão.
c) expressa uma concepção racionalista.
d) concebe uma incompatibilidade entre fé e razão.

9. Durante a filosofia patrística, Agostinho de Hipona abordou o problema do mal sob diferentes ângulos.
Em seu pensamento, a concepção de que o mal é um "não-ser" serve para explicar qual tipo de mal?
a) O mal físico.
b) O mal moral.
c) O mal psicológico.
d) O mal ontológico.

10.Analise o argumento teísta a seguir:
"No mundo das coisas sensíveis, percebemos que há uma ordem de causas eficientes. Não há nenhum caso conhecido (nem é, de fato, possível) no qual uma coisa é descoberta como sendo a causa eficiente de si mesma; para tanto, ela seria anterior a si mesma, o que é impossível. Porém, nas causas eficientes, não é possível seguir ao infinito, porque, em todas as causas eficientes seguindo em ordem, a primeira causa é a causa da causa intermediária, e a causa intermediária é a causa da causa última, não importa se a causa intermediária seja diversa ou apenas uma. Além disso, retirar a causa é retirar o efeito. Portanto, se não houver nenhuma primeira causa entre as causas eficientes, não haverá nenhuma causa última, nem qualquer causa intermediária. Contudo, se nas causas eficientes for possível seguir ao infinito, não haverá nenhuma causa eficiente primeira, nem haverá um efeito último, nem quaisquer causas eficientes intermediárias; e tudo isso é manifestamente falso. Portanto, é necessário admitir uma causa eficiente primeira, para a qual todos dão o nome de Deus"
(TOMÁS DE AQUINO apud BAKER, A.; BONJOUR, L. Filosofia: Textos fundamentais comentados. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 625).
Que tipo de argumento teísta ocorre na citação?
a) Argumento ontológico.
b) Argumento do desígnio.
c) Argumento cosmológico.
d) Argumento teleológico.

11.Leia o excerto de Por que não sou cristão, de Bertrand Russell:
"O argumento da causa primeira é talvez o mais simples e o de mais fácil compreensão. (Mantém que tudo o que existe no mundo tem uma causa; e que, percorrendo a cadeia de causas, se chegará fatalmente à causa primeira, a que se dá o nome de Deus.) [...] o argumento da causa primeira é daqueles que não possuem qualquer validade. [...] Se tudo tem de ter uma causa, também Deus tem de a possuir; e, se algo existe sem causa, tanto pode ser o mundo como Deus - razão da inutilidade desse argumento."
(RUSSELL apud SAVIAN FILHO, J. Filosofia e Filosofias: Existência e Sentidos. Belo Horizonte: Autêntica, 2016, p. 322).
Com base no excerto citado, preencha as lacunas do parágrafo a seguir:
Russell refuta um argumento pró-existência de Deus de tipo _____________________, desenvolvido exponencialmente por _____________________. Dentro da Escolástica, esse argumento (numa espécie de solidariedade antecipatória a Russell) foi refutado como inconsistente por _________________________.
As expressões/palavras que completam correta e respectivamente são:
a) ontológico - Anselmo de Cantuária - Tomás de Aquino.
b) cosmológico - Tomás de Aquino - Guilherme de Ockham.
c) teleológico - Duns Scotus - Guilherme de Ockham.
d) ontológico - Tomás de Aquino - Duns Scotus.

12.A questão dos universais é o nome clássico que recebeu na Filosofia Medieval o estudo e exame da relação entre linguagem e realidade, um problema fundamental da filosofia, que teve seus contornos específicos na filosofia antiga e ganhou novos desdobramentos a partir da filosofia moderna.
Em relação à questão dos universais, é correto afirmar que
a) ganhou grande relevância com Pedro Abelardo, que adotou a posição de um realismo moderado.
b) encontrou sua grande síntese em Tomás de Aquino que, ao destacar o universal como um puro nome, estabeleceu uma via sólida para compreender a realidade a partir de Deus.
c) levou Pedro Abelardo a propor a tese do conceitualismo, que depois foi retomada e reafirmada por Guilherme de Ockham.
d) conduziu Guilherme de Ockham a afirmar que os universais não existem ante rem (antes das coisas).

13.Em relação ao filósofo Al-Farabi, é correto afirmar que
a) foi o primeiro a tratar do tema político no Islam, inspirado na Política de Aristóteles.
b) foi influenciado por Platão em relação à noção de cidade ideal, mas em vez de o sábio descer da contemplação dos inteligíveis, ele deve se unir aos seres espirituais e guiar os cidadãos.
c) tematiza a política, a partir da Política de Aristóteles, ajustando esta ao sentido do sábio-profeta tal como manifestado pelo profeta Maomé.
d) utiliza-se de Platão e Aristóteles, de forma instrumental, para resolver o problema particularmente islâmico do califa como guia político e espiritual do Islam.

14.A teoria da alma de Ibn Sina (Avicena), apresentada no Livro da Alma, teve grande repercussão e influência no Ocidente.
Com base em tal teoria, afirma-se que Ibn Sina
a) sustentava que a alma não precede o corpo; vem junto com ele à existência, porém não cessa de existir quando do fim do corpo.
b) apresentou ao Ocidente latino trechos do De Anima de Aristóteles que não estavam presentes na tradução latina deste último.
c) refutava Aristóteles, permitindo ao Ocidente latino ter uma teoria que se adequava à visão cristã da alma.
d) reafirmava a visão agostiniana da alma, consolidando a teoria das ideias de Platão.

15.Com base em Reale e Antiseri (2004, v. 3), analise as afirmativas sobre Leonardo da Vinci:
I. Leonardo é expressão do Renascimento não apenas por ser um pensador universal, mas também por manifestar influências neoplatônicas.
II. Para Leonardo, a relação entre macrocosmo e microcosmo deve ser pensada e expressa, em seu melhor modelo, através da matemática.
III. Apesar de suas diversas realizações, faltaram a Leonardo elementos que nos permitiriam vê-lo como um antecipador da ciência moderna e de um cientista como Galileu.
Estão corretas as afirmativas
a) I e II, apenas.
b) I e III, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.

16.A contemporaneidade é marcada por uma crítica à razão, pelo ateísmo e pelo ceticismo. Em meio a esse ambiente cultural, não é incomum evocar o nome de Montaigne e seu clássico Ensaios, nem sempre de forma procedente em relação a essa mesma contemporaneidade.
Em relação ao pensamento de Montaigne, analise as afirmativas abaixo.
I. Antecipando a pós-modernidade, Montaigne desconfia da razão.
II. Em Montaigne, o ceticismo convive com uma fé sincera.
III. A filosofia é a busca da sabedoria, conforme o ideal socrático do autoconhecimento.
IV. A diversidade dos homens não permite estabelecer preceitos gerais.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
a) I, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I, III e IV, apenas.
d) I, II, III e IV.

17.Leia o parágrafo abaixo em que estão em evidência as lacunas.
Diferentemente de ____________, que com ____________ marcou o pensamento político renascentista por seu ____________, ____________ com ____________ enfatizou o ____________, através de uma representação daquilo que não existe, apresentando aquilo que deveria ser ou como o homem gostaria que a realidade fosse.
As expressões/palavras que completam correta e respectivamente as lacunas são:
a) Thomas Morus - A Utopia - idealismo - Nicolau Maquiavel - O Príncipe - realismo.
b) Nicolau Maquiavel - O Príncipe - realismo - Thomas Morus - A Utopia - idealismo.
c) Thomas Morus - A Utopia - realismo - Nicolau Maquiavel - O Príncipe - idealismo.
d) Nicolau Maquiavel - O Príncipe - idealismo - Thomas Morus - A Utopia - realismo.

18.No pensamento de Francis Bacon, a teoria dos ídolos desempenha um importante papel no livro I do Novum Organum, a saber: tornar o homem consciente das falsas noções que obscurecem seu intelecto, a fim de que delas se afaste.
Com base na mencionada teoria dos ídolos, relacione as colunas:
(1) ídolos da tribo
(2) ídolos da caverna
(3) ídolos do foro
(4) ídolos do teatro
( ) Derivam da comunhão e das relações que os homens têm entre si.
( ) Derivam do indivíduo singular, da natureza específica da alma e do corpo do indivíduo, bem como de sua educação e hábitos.
( ) Fundam-se na própria natureza humana e sobre a própria família ou espécie humana.
( ) Penetram na alma humana por obra das diversas doutrinas filosóficas e das péssimas regras de demonstração.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses da segunda coluna, de cima para baixo, é
a) 3 - 2 - 1 - 4.
b) 1 - 3 - 4 - 2.
c) 2 - 4 - 3 - 1.
d) 4 - 1 - 2 - 3.

19.Em relação ao pensamento de René Descartes, é INCORRETO afirmar que
a) Descartes chega à existência do mundo corpóreo aprofundando o conceito de ideias inatas.
b) o Universo é uma grande máquina composta de matéria e movimento.
c) o corpo humano é uma máquina, assim como os corpos de todos os animais.
d) Descartes considera como secundárias qualidades como cor, sabor, peso, som.

20.Em relação ao pensamento de George Berkeley, afirma-se que
a) o conhecimento humano é o conhecimento de fatos.
b) a existência de uma coisa consiste unicamente em seu ser ser percebido.
c) existem ideias abstratas.
d) as ideias não têm relações com as sensações.

21.Analise as afirmativas sobre o estado de natureza de que tratam os teóricos do pacto/contrato social:
I. Embora não seja belicoso ao estilo hobbesiano, também para Locke o estado de natureza pode acabar por tornar-se quase insuportável.
II. Para Locke, uma razão importante para que o estado de natureza não seja tão pacífico concerne à administração da justiça no tocante aos bens.
III. A visão de que o homem selvagem é naturalmente compassivo leva Rousseau a divergir quanto à superestimação que Hobbes e Locke fazem das probabilidades de conflitos no estado de natureza.
IV. No parecer de Rousseau, os filósofos que o precederam, na investigação dos fundamentos da sociedade, transferiram para o estado de natureza ideias adquiridas em sociedade, projetando, assim, qualidades do homem sociável no homem selvagem.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
a) III, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e IV, apenas.
d) I, II, III e IV.

22.Segundo Rousseau, a vontade geral
a) é a vontade de todos, resultante da soma de vontades particulares.
b) visa atender aos interesses de um segmento social majoritário.
c) visa à satisfação do bem comum e dos interesses da coletividade.
d) expressa as vontades ou interesses privados dos indivíduos.

23.Na segunda seção da Fundamentação da Metafísica dos Costumes (reproduzida por BAKER; BONJOUR, 2010), logo após expor a primeira formulação do imperativo categórico, Kant apresenta exemplos de máximas que não passam no teste da universalizabilidade.
Relacione as máximas com as razões por que elas são reprovadas:
(1) A máxima envolve contradição na vontade; não pode ser querida como lei universal.
(2) A máxima é contraditória em si mesma; não pode ser pensada como lei universal sem contradição.
( ) Suicidar-se para evitar males da vida.
( ) Não ser caridoso para com os outros.
( ) Fazer uma falsa promessa estando em apuros.
( ) Descuidar dos talentos pessoais.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses da segunda coluna, de cima para baixo, é
a) 1 - 2 - 1 - 2.
b) 2 - 1 - 2 - 1.
c) 2 - 2 - 1 - 1.
d) 1 - 1 - 2 - 2.

24.Analise as afirmativas sobre o pensamento de Kant expresso na Crítica da Razão Pura:
I. O conhecimento brota de duas fontes fundamentais, o intelecto e a sensibilidade, os quais se constituem em faculdades cognitivas, que operam em conjunto.
II. Embora sejam faculdades distintas entre si, intelecto e sensibilidade podem ter permutadas suas funções por operarem em conjunto na produção do conhecimento.
III. A faculdade do intelecto recebe representações, enquanto a faculdade da sensibilidade conhece um objeto mediante tais representações.
IV. A intuição é o conhecimento imediato dos objetos e consiste no meio pelo qual a faculdade do intelecto apresenta um objeto à faculdade da sensibilidade.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
a) I.
b) II.
c) I e IV.
d) II, III e IV.

25.Em Resposta à pergunta: Que é Esclarecimento?, Kant explica que o esclarecimento (Aufklärung) "é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado"
(KANT, I. Resposta à pergunta: Que é "Esclarecimento"?. In: KANT,I. Textos Seletos. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2005. p. 63).
De acordo com Kant, no opúsculo mencionado, o que é menoridade?
a) É a incapacidade de usar o entendimento sob o governo de tutores.
b) É a capacidade de raciocinar sob a perspectiva de uma razão pública.
c) É a incapacidade de usar o entendimento sem a direção de outrem.
d) É a capacidade de raciocinar vencendo a preguiça e a covardia.

26.Analise as afirmativas sobre o pensamento de Kant na Crítica do Juízo:
I. A Crítica do Juízo é fruto do esforço de Kant em subsumir o mundo fenomênico ao mundo numênico.
II. O juízo de gosto versa sobre o belo, que é a propriedade que surge da relação dos objetos com nosso sentimento de prazer.
III. O sublime agrada por si mesmo, embora se refira àquilo que é informe. Ele seria a representação do ilimitado.
Estão corretas as afirmativas
a) I e II, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I, II e III.

27.De acordo com o pensador iluminista Montesquieu, quais são as três espécies ou formas de governo existentes?
a) Monárquica, aristocrática e democrática.
b) Tirânica, oligárquica e republicana.
c) Democrática, aristocrática e despótica.
d) Republicana, monárquica e despótica.

28.De acordo com Abbagnano (2000), o termo dialética recebeu diferentes significados ao longo da História da Filosofia. Todavia, é possível identificar quatro significados fundamentais.
A qual dos significados abaixo corresponde a concepção de dialética pensada por Georg Wilhelm Friedrich Hegel?
a) Dialética como método de divisão.
b) Dialética como lógica.
c) Dialética como síntese dos opostos.
d) Dialética como lógica do provável.

29.Leia o excerto a seguir de A Essência do Cristianismo:
"A religião, pelo menos a religião cristã, é o conjunto das relações do homem consigo mesmo, ou melhor, com seu próprio ser, visto, porém, como outro ser. O ser divino não é mais que o ser do homem liberto dos limites do indivíduo, isto é, dos limites da corporeidade e da realidade, e objetivado, ou seja, contemplado e adorado como outro ser, distinto dele. Todas as qualificações do ser divino são por isso qualificações do ser humano [...]"
(FEUERBACH apud REALE, G.; ANTISERI, D. História da Filosofia. São Paulo: Paulus, 2005. v. 5, p. 167-168).
Que tese de Feuerbach acerca da religião fundamenta o excerto citado?
a) A tese de que a consciência do objeto religioso é irredutível à autoconsciência e de que não há confusão entre o ser divino e o ser do homem.
b) A tese de que a teologia se reduz à revelação divina e de que a religião é um fenômeno sobrenatural.
c) A tese de que a teologia se reduz à antropologia e de que a religião é um fenômeno essencialmente humano.
d) A tese de que a religião é uma forma de alienação segundo a qual a mente divina projeta um ideal de humanidade.

30.Leia o excerto a seguir de A Ideologia Alemã:
"[...] a moral, a religião, a metafísica e toda outra forma ideológica, e as formas de consciência que a elas correspondem, não conservam mais que a aparência da autonomia"
(MARX; ENGELS apud REALE, G.; ANTISERI, D. História da Filosofia. São Paulo: Paulus, 2005. v. 5, p. 194).
De acordo com os fundamentos do materialismo histórico, por que a moral, a religião, a metafísica e as ideologias em geral têm apenas aparência de autonomia, e não efetivamente autonomia?
a) Porque elas são causadoras, e não meras consequências, das produções materiais e dos intercâmbios materiais realizados pelos homens.
b) Porque elas, enquanto expressão da superestrutura da sociedade, são dependentes das construções teóricas da classe dominada, detentora dos meios de produção intelectual.
c) Porque elas correspondem à estrutura (ou infraestrutura) da sociedade e são, portanto, dependentes de uma superestrutura que as sustente.
d) Porque elas estão entrelaçadas à atividade material e às relações materiais; sendo, pois, emanação direta do comportamento material dos homens.

31.Leia o excerto abaixo:
"Existe uma moral dos senhores e uma moral dos escravos [...]. As diferenciações morais de valor surgiram ou em meio a uma estirpe dominante, que com um senso de bem-estar adquiria consciência da própria distinção em relação à dominada, ou então em meio aos dominados, os escravos e os subordinados de todo grau."
(NIETZSCHE apud REALE, G.; ANTISERI, D. História da Filosofia. São Paulo: Paulus, 2005. v. 6, p. 19).
Em que obra Nietzsche afirma isso?
a) Para além do bem e do mal.
b) Gaia Ciência.
c) O Anticristo.
d) Assim falou Zaratustra.

32.Segundo o filósofo da ciência Karl Popper, em Conjecturas e Refutação (apud REALE; ANTISERI, 2006, v. 7, p. 156-157), há algo de errado com a psicanálise freudiana e com a psicologia adleriana. Embora úteis do ponto de vista explicativo e passíveis de confirmação, tais teorias não são isentas de dúvida no tocante às suas pretensões de cientificidade.
De acordo com Popper, qual problema compromete a cientificidade da psicanálise freudiana e da psicologia adleriana?
a) Tais teorias são falsificáveis em vez de verificáveis.
b) Tais teorias são inverificáveis em vez de verificáveis.
c) Tais teorias são falsificáveis em vez de infalsificáveis.
d) Tais teorias são verificáveis em vez de falsificáveis.

33.Leia o excerto da obra Fenomenologia da Percepção:
"É impossível sobrepor, no ser humano, uma primeira camada de comportamentos que chamaríamos de "naturais" e um mundo cultural ou espiritual fabricado. No ser humano, tudo é natural e tudo é fabricado."
(MERLEAU-PONTY, M. Apud SAVIAN FILHO, J. Filosofia e Filosofias: Existência e Sentidos. Belo Horizonte: Autêntica, 2016. p. 237).
De acordo com o texto acima, é correto afirmar:
a) Não temos um mundo natural.
b) É impossível efetuar a distinção entre natural e espiritual.
c) O espiritual engloba o natural.
d) O natural engloba o espiritual.

34.Segundo Hannah Arendt, pensar, querer e julgar são as atividades espirituais básicas do ser humano.
De acordo com o pensamento da filósofa, por que tais atividades espirituais são básicas?
a) Porque não podem ser reduzidas a um denominador comum.
b) Porque são derivadas umas das outras.
c) Porque se reduzem a um denominador comum.
d) Porque derivam umas das outras e se reduzem a um denominador comum.

35.Com base no pensamento de Hannah Arendt, preencha as lacunas do parágrafo.
Ao iniciar o segundo volume de A vida do espírito, Hannah Arendt diz que ele será dedicado à faculdade do(a) ___________________. Essa faculdade, aponta Arendt, liga-se ao problema da ____________________ , que, segundo Bergson, foi para os modernos o que os paradoxos dos Eleatas foram para os antigos.
As expressões/palavras que completam corretamente as lacunas são
a) juízo - verdade.
b) juízo - liberdade.
c) vontade - verdade.
d) vontade - liberdade.

36.Conforme Jonathan Wolff (2004), na teoria da justiça de John Rawls, a escolha dos princípios de justiça ocorre orientada por um princípio de escolha racional.
Que princípio é esse?
a) Princípio da maximização.
b) Princípio da minimização.
c) Princípio da maximinização.
d) Princípio da diferenciação.

37.Em As palavras e as coisas, Michel Foucault afirma que seu livro nasceu da leitura de outro livro. Em seguida, ele analisa longamente o quadro de um pintor.
O autor do livro e o pintor são, respectivamente:
a) Cortázar e Velázquez.
b) Cortázar e Goya.
c) Borges e Velázquez.
d) Borges e Goya.

38.Em As palavras e as coisas, Foucault afirma que "o fim da metafísica não é senão a face negativa de um acontecimento muito mais complexo que se produziu no pensamento ocidental"
(FOUCAULT, M. As palavras e as coisas. São Paulo: Martins Fontes, 2000. p. 437-438).
De acordo com Foucault, que acontecimento foi esse?
a) O aparecimento do homem.
b) A fundação da ciência moderna.
c) Os limites da razão estabelecidos por Kant.
d) O Cogito cartesiano.

39.Em O que é Filosofia?, de Deleuze e Guattari (1992), a filosofia é concebida em sua especificidade como atividade essencialmente conceitual e é definida como uma arte de
a) descobrir conceitos.
b) criar conceitos.
c) contemplar conceitos.
d) refletir sobre conceitos.

40.Com base nas definições e caracterizações acerca dos conceitos elaboradas por Deleuze e Guattari em O que é Filosofia?, assinale V para as afirmações verdadeiras e F para as falsas.
( ) Conceitos são autorreferenciais e apresentam coordenadas espaço-temporais.
( ) Todo conceito tem uma história e remete a um problema.
( ) Conceitos são discursivos, proposicionais e se referem a um estado de coisas.
( ) É próprio do conceito tornar seus componentes distintos e heterogêneos, mas inseparáveis nele.
( ) Conceitos remetem a outros conceitos e têm componentes que podem ser tomados como conceitos.
A sequência correta, de cima para baixo, é
a) V - V - F - V - F.
b) F - F - V - F - V.
c) V - F - V - F - F.
d) F - V - F - V - V.

GABARITO:
1 C
2 A
3 C
4 D
5 A
6 B
7 C
8 B
9 D
10 C
11 B
12 D
13 B
14 A
15 A
16 D
17 B
18 A
19 A
20 B
21 D
22 C
23 B
24 A
25 C
26 B
27 D
28 C
29 C
30 D
31 A
32 D
33 B
34 A
35 D
36 C
37 C
38 A
39 B
40 D
     

 
 
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