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Filme da semana

 

(12/Nov) Orgulho e Preconceito
 
Sinopse
Ingraterra 1797 - As cinco irmãs Bennet foram criadas por uma mãe que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro. Porém Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido. Quando o Sr. Bingley, um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas. Jane logo parece que irá conquistar o coração do novo vizinho, mas quando a jovem Elizabeth Bennett encontra o charmoso Sr. Darcy, ela acredita que ele seja o último homem na terra com quem ela poderia se casar um dia. Mas quando suas vidas se tornam entrelaçadas em uma inesperada aventura, ela se descobre cativada pela pessoa que jurou desprezar por toda eternidade.
Fonte: Sinopse retirada da contra-capa do DVD.

O nome já sinaliza ou explica o que o filme pretende retratar. Trata-se de uma trama de amor que tem como pano de fundo o desenvolvimento da questão de classes na Inglaterra. Comentaremos aqui as duas palavras-chave do título: orgulho e preconceito.

Orgulho - Na "Ética a Nicômaco" de Aristóteles encontramos a descrição das virtudes. Aristóteles descreve as virtudes em contraponto aos vícios utilizando o critério do excesso e da falta. Sendo o vício uma conduta ou sentimento em excesso ou em falta. A virtude sendo uma conduta ou sentimento moderados. O orgulho é o excesso e o descrédito próprio é a falta. A veracidade é a virtude. No cristianismo o Orgulho é um dos sete pecados capitais.

Preconceito - Ética é a área da filosofia que estuda o comportamento humano. Uma questão ética de grande relevância é o preconceito porque gera comportamentos muitas vezes maléficos, criando importantes problemas práticos para o ser humano. Porém podemos pensar também em preconceitos benéficos e úteis. Algumas perguntas podem ser feitas: Mas afinal o que é ou em que consiste o preconceito? Qual a diferença ou o limite entre um preconceito benéfico e um preconceito maléfico? Por partir de uma generalização superficial ou um estereótipo o preconceito é necessariamente um erro?

O filósofo e jurista italiano Norberto Bobbio descreve preconceito como sendo "uma opinião ou um conjunto de opiniões, às vezes até uma doutrina completa, que é acolhida acrítica e passivamente pela tradição, pelo costume ou por uma autoridade de quem aceitamos as ordens sem discussão: 'acriticamente' e 'passivamente', na medida em que a aceitamos sem verificá-la, por inércia, respeito ou temor, e aceitamos, vale dizer, a qualquer refutação feita com base em argumentos racionais. Por isso se diz corretamente que o preconceito pertence à esfera do não racional, ao conjunto das crenças que não nascem do raciocínio e escapam de qualquer refutação fundada num raciocínio. O pertencimento à esfera das idéias que não aceitam se submeter ao controle da razão serve para distinguir o preconceito de qualquer outra opinião errônea. O preconceito é uma opinião errônea tomada fortemente por verdadeira, mas nem toda opinião errônea pode ser considerada um preconceito." (BOBBIO, Norberto - "O Elogio da Seriedade" Cap. 3, pag. 103-104)

Ficha Técnica
Título Original: Pride & Prejudice
Gênero: Romance
Tempo de Duração: 127 minutos
Ano de Lançamento (Inglaterra / França / EUA): 2005
Site Oficial: www.prideandprejudicemovie.net
Estúdio: Working Title Films / Studio Canal
Distribuição: Focus Features / UIP
Direção: Joe Wright
Roteiro: Deborah Moggach, baseado em livro de Jane Austen
Produção: Tim Bevan, Eric Fellner e Paul Webster
Música: Dario Marianelli
Fotografia: Roman Oshin
Desenho de Produção: Sarah Greenwood
Direção de Arte: Nick Gottschalk e Mark Swain
Figurino: Jacqueline Durran
Edição: Paul Tothill
Efeitos Especiais: Double Negative / The Moving Picture Company
     

 
 
Como referenciar: "Orgulho e Preconceito - Filme da semana" em Só Filosofia. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2019. Consultado em 22/09/2019 às 19:31. Disponível na Internet em http://www.filosofia.com.br/vi_filme.php?id=27