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Dicionário de Filosofia

Quacrismo
A mais radical e liberal das correntes religiosas da Reforma. O movimento foi iniciado em 1649 na Inglaterra por George Fox, e o verdadeiro nome dos quacres foi "Sociedade dos Amigos" (Friends Sociely). O nome quacre toi cunhado pelo juiz Bennet porque durante um longo interrogatório de George Fox este lhe disse que "tremia ante as palavras do Senhor". Entre as maiores personalidades religiosas que aderiram a esse movimento estava W. Penn, que, no período das perseguições, emigrou para a América e fundou a colônia de Pennsylvania, e Robert Barkley, teórico do movimento. O Quacrismo caracteriza-se: 1º pela resoluta aversão a qualquer forma de culto externo, de rito, de pregação; 2º pelo reconhecimento de que o único guia do homem é a luz interior, proveniente de Deus; 3º pelo caráter ativo e otimista que semelhante fé interior adquire nos quacres, que consideram o próprio pecado original como uma corrupção natural superável; 4º pela condenação da violência, portanto pela aversão à guerra. Em Cartas sobre os ingleses (1734), Voltaire exaltava a justeza e a validade da religiosidade dos quacres.
 

Quaestio
Método escolástico de tratar um argumento a partir do século XII. O primeiro exemplo desse método está em Sic et Non de Abelardo, que é uma coletânea de opiniões de Padres da Igreja, dispostas por problemas, de tal maneira que as várias sentenças aparecem como respostas positivas ou negativas do problema proposto (daí o título sim e não). Na sua forma madura, a Quaestio é constituída pelas seguintes partes: 1º enunciado; 2ª relação das razões favoráveis à tese que será rejeitada pelo autor; 3ª relação das razões favoráveis à tese oposta; 4ª enunciação da solução escolhida pelo autor; 5ª ilustração dessa solução; 6ª refutação das teses aduzidas pela solução rejeitada, na ordem em que foram aduzidas. A ordem em que as questões eram tratadas era fornecida por algum texto ao qual toda a coletânea servia de comentário: algum livro da Bíblia, alguma obra de Boécio ou de Aristóteles ou, mais frequentemente, as Sentenças de Pedro Lombardo. Quaestiones quodlibetales ou mais simplesmente Quodlibeta eram as coletâneas de questões que os aspirantes ao título em teologia deviam discutir duas vezes por ano (antes do Natal e antes da Páscoa) sobre qualquer tema de quolibet. As quaestiones disputatae, ao contrário, eram resultado das diputationes ordináriae que os professores de teologia sustentavam durante seus cursos sobre os mais importantes problemas filosóficos e teológicos.
 

Quietivo
Foi assim que Schopenhauer chamou o conhecimento filosófico, por analogia e antítese com motivo, porquanto ele leva à negação da vontade de viver, ao ascetismo: essa negação "ocorre depois que o conhecimento total do ser tornou-se Quietivo do querer".
 

Quiliasmo
Quiliasmo ou milenarismo é o nome que se dá hoje á crença no advento de uma renovação radical do gênero humano e na instauração de um estado definitivo de perfeição. O Apocalipse de São João é o principal documento de crenças semelhantes, que foram muito frequentes nos primeiros séculos do cristianismo, voltando a apresentar-se também na Idade Média. Gioacchino da Fiore preconizou o iminente advento de uma terceira era da história humana, a do Espírito Santo. Kant falou de um Quiliasmo filosófico "que aspira a um estado de paz perpétua, fundada na união das nações, como república mundial.
 

Quintessência
1. O éter, isto é, a substância que segundo Aristóteles, compõe os céus, que é diferente dos quatro elementos que compõem os corpos sublunares. 2. Extrato corpóreo de uma coisa, obtido pela sua análise alquímica mediante a separação do elemento dominante dos outros elementos que estão misturados nela. Segundo Paracelso na Quintessência estão os arcanos, que são as forças ativas de um mineral, de uma pedra preciosa, de uma planta; são utilizados pela medicina na feitura de medicamentos. Neste sentido, emprega-se também o termo para indicar o princípio ativo de uma coisa ou a sua parte mais pura.
 

Raciocínio
Qualquer procedimento de inferência ou prova; portanto, qualquer argumento, conclusão, inferência, indução, dedução, analogia, etc. Stuart Mill dizia: "Inferir uma proposição de uma ou mais proposições precedentes, e crer ou pretender que se creia nela como conclusão de qualquer outra coisa significa raciocinar, no mais amplo sentido do termo". John Stuart Mill excluía do âmbito do Raciocínio somente "os casos nos quais a progressão de uma verdade para outra é apenas aparente, porque o consequente é mera repetição do antecedente": além disso, identificava raciocínio e inferência. Mas essa restrição desapareceu do uso corrente do termo, que hoje compreende também as inferências tautológicas consideradas próprias da matemática e da lógica. Portanto, a ilustração dos significados do termo pode ser achada nos verbetes que constituem a extensão do termo em questão. Peirce, falava em Raciocínios explicativos analíticos ou dedutivos, por um lado, e de Raciocínios explicativos, sintéticos, ou indutivos, por outro que são justamente os nomes mais empregados para designar as duas espécies fundamentais do raciocínio.
 

Racional
1. Aquilo que constitui a razão ou diz respeito à razão, em qualquer dos significados deste termo. 2. Quem tem a possibilidade do uso da razão; nesse sentido diz-se que o homem é um animal racional. Santo Agostinho afirma que os sábios "chamaram de racionável quem faz ou pode fazer uso da razão, e de racional aquilo que é feito ou dito pela razão"; portanto, acha que é preciso chamar de racionais os discursos, e de racionáveis aqueles que os praticam. Mas essa distinção não é facilmente defensável porque os antigos chamaram também o homem de racional. Por outro lado chamamos hoje de racionável também aquilo que se conforma à razão. 3. Que tem por objeto a razão, sua forma e seus procedimentos. Neste sentido, Sêneca chamou a lógica de "filosofia Racional".
 

Racionalismo
Em geral, a atitude de quem confia nos procedimentos da razão para a determinação de crenças ou de técnicas em determinado campo. Esse termo foi usado a partir do século XVII para designar tal atitude no campo religioso; "Há uma nova seita difundida entre eles (presbiterianos e independentes) que é a dos racionalistas: o que a razão lhes dita, eles consideram bom até que achem algo melhor. Nesse sentido Baumgarten dizia: "Racionalismo é o erro de quem elimina da religião todas as coisas que estão acima da própria razão". Kant foi o primeiro a adotar esse termo como símbolo de sua doutrina, estendendo-o do campo religioso para os outros campos de investigação. Deu o nome de Racionalismo à sua filosofia transcendental, ao passo que chamava de noologistas ou dogmáticos os filósofos que a historiografia alemã do século XIX chamou depois de racionalistas. No terreno da moral, defendia "o Racionalismo do juízo, que da natureza sensível toma apenas o que a Razão Pura pode pensar por si, ou seja, a conformidade com a lei", opondo-se por isso ao misticismo e ao empirismo da razão prática. Finalmente, caracterizava como Racionalismo seu ponto de vista em matéria religiosa: "O racionalista, em virtude desse mesmo título, deve manter-se nos limites da capacidade humana. Portanto, nunca usará o tom contundente do naturalista nem contestará a possibilidade nem a necessidade de uma revelação. (...) Porquanto sobre tais assuntos nenhum homem pode decidir o que quer que seja pela razão". Por outro lado, Hegel foi o primeiro a caracterizar como Racionalismo a corrente que vai de Descartes a Spinoza e Leibniz, opondo-o ao empirismo de origem lockiana. Por Racionalismo ele entendeu a "metafísica do intelecto", que é a "tendência á substância, em virtude da qual se afirma, contra o dualismo, uma única unidade, um único pensamento, da mesma maneira como os antigos afirmavam o ser. A contraposição entre racionalismo e empirismo fixou-se depois nos esquemas tradicionais da história da filosofia, por mais que o próprio Hegel notasse seu caráter aproximativo. Quanto ao "Racionalismo religioso", Hegel afirmava que ele é "o oposto da filosofia" porque coloca "o vazio no lugar do céu" e porque sua forma é um raciocinar sem liberdade, e não um entender conceitualmente". Com base nessas observações históricas, pode-se dizer que o termo em foco compreende os seguintes significados: 1º O Racionalismo religioso designa algumas correntes protestantes, ou um ponto de vista semelhante ao de Kant. 2º O Racionalismo filosófico designa propriamente a doutrina de Kant (que adotou esse termo), ou então a corrente metafísica da filosofia moderna, de Descartes a Kant. 3º Em sua significação genérica, pode ser usado para indicar qualquer orientação filosófica que recorra á razão.
 

Racionalização
1. Esse foi o nome ás vezes dado ao processo de constituição das ciências da natureza em disciplinas teóricas, com adoção dos procedimentos da matemática; supunha-se que esse processo se realizaria perfeitamente na mecânica racional. O ideal da Racionalização foi atualmente substituído pelo da axiomatização. 2. Termo frequentemente empregado por psicólogos e sociólogos para indicar a tendência a procurar argumentos e justificações para crenças cuja força não está nesses processos racionais, mas em emoções, interesses, instintos, preconceitos, hábitos, etc.
 

Radicalismo
1. Positivismo social que se desenvolveu na Inglaterra entre o fim do século XVIII e a primeira metade do século XIX; seus expoentes foram Jeremias Bentham, James Mill e John Stuart Mill. Esta corrente valeu-se do positivismo filosófico, do utilitarismo moral e das doutrinas econômicas de Malthus e Ricardo para defender reformas "radicais" na organização do Estado e no sistema de distribuição das riquezas. 2. Mais genericamente, esse termo é hoje usado para designar qualquer tendência filosófica ou política que proponha a renovação radical dos sistemas vigentes, representada pela transformação dos princípios nos quais se apoiem os sistemas de crenças ou as instituições tradicionais.
 

 
 

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