Biblioteca Virtual
 Biografia de Filósofos
 História da Filosofia
 Laifis de Filosofia

 Eventos do Mês
 Resenha do Mês
 Livro da Semana
 Entrevista do Mês
 Jornais Brasileiros

 Oráculo
 Dicionário de Filosofia
 Filosofia On-line (TV)
 Rádio Filosofia
 Como estudar Filosofia
 Dicas para Monografia
 Filos. e Outras Áreas
 Filos. na Sala de Aula

 Exercícios Comentados
 Jogos On-line
 Provas de Concursos

 Loja virtual
 Curso de Filosofia

 Curiosidades Filosóficas
 Escolas de Filosofia
 Filosofia Clínica
 Histórias Filosóficas
 Relato do Leitor
 Frase de um Leitor
 Charge da Semana
 Filosofia em Quadrinhos
 Fil. para Crianças
 Lançamento de Livros
 Livros para Download
 Frase de Filósofos
 Uma Foto, uma História
 Trechos de Livros
 Enquetes
 Cursos de Extensão
 Fale Conosco

 

 

René Descartes (1596 - 1650)

            Descartes visualizou a filosofia como uma árvore onde a metafísica são as raízes, a física é o tronco e as outras ciências são os galhos. Percebia desta forma o conhecimento como uma unidade, todos os saberes estão interligados. A filosofia é também algo útil na vida cotidiana das pessoas, a árvore filosófica dá frutos que são colhidos através das ciências práticas representadas pelos galhos. O principal objetivo da filosofia não é a teorização abstrata, ela tem que ser útil para a vida, ela serve para tornar os homens senhores da natureza. A filosofia deve ser um instrumento para melhorar a vida dos homens. Basta pensar corretamente para agir corretamente.

            Ele busca um ponto de partida sobre o qual possa fundar sua filosofia, busca uma verdade que não possa ser questionada como tal,  um princípio que possa lhe dar uma certeza inquestionável. Assim pensando ele cria a dúvida metódica, a partir do qual ele duvida de tudo, inclusive da própria existência e de todas as percepções dos seus sentidos. Todas as minhas sensações podem estar me enganando, como me engano quando sonho e acredito que o sonho é realidade.

            Até as verdades matemáticas podem nos enganar, pois podem ser ilusões criadas por um demônio, com o objetivo de me levar ao erro no agir, falar ou pensar.

            E é justamente no grau máximo da dúvida que Descartes encontra a sua primeira verdade inquestionável, enquanto duvido de tudo não posso duvidar que esteja duvidando, eu sou algo que duvida, sou algo que pensa na dúvida, sou algo que existe por pensar, se penso, logo existo.

            Na sequência o filósofo busca fundamentar outras verdades através da verdade da existência por pensar. Nosso pensamento é imperfeito, mas somente pode ter sido criado por um ser perfeito que é Deus. Deus sendo perfeito não pode querer nos enganar em relação às nossas sensações e se as nossas sensações também são verdadeiras, o mundo exterior existe e é conforme nós o sentimos e intuímos.

            Descartes cria um método para bem conduzir nossos pensamentos. Para alcançar a verdade devemos seguir os seguintes princípios: Princípio da evidência, não admitir algo como verdadeiro se não tivermos evidências suficientes para considerar como tal. Princípio da análise, dividir os problemas em tantas partes quanto forem possíveis para que melhor possam ser resolvidos. Princípio da síntese, estabelecer uma ordem de relação entre nossos pensamentos, solucionando primeiro as questões mais simples e depois as mais complexas. E o princípio de controle, fazer constantes revisões de todo processo para ter certeza de que nada foi omitido.

            São também verdades nossas ideias inatas, como as matemáticas, pois nos foram dadas por Deus. E é no método matemático que ele vai fundamentar a ciência para conhecer e modificar o mundo. O mundo é uma variação de formas, tamanhos e movimentos da matéria e essas variações podem ser quantificadas e entendidas pela matemática através também da geometria.

            Descartes divide matéria de pensamento, para ele o pensamento, ou a substância pensante independe e é separada da matéria. A nossa consciência individual é separada do corpo e continua a existir mesmo sem o corpo. Nós somos um marinheiro navegando no mundo através do nosso corpo que é o navio, mas estamos ligados ao corpo de uma forma estreita, formando um todo com ele. A relação entre nossa consciência e nosso corpo se dá através da glândula pineal, que é a sede da nossa alma. Corpo a alma assim se misturam, mas não ao ponto que não seja possível distinguir uma da outra. Nesta relação podemos diferenciar algumas operações que pertencem somente ao corpo e outras que são específicas da alma. A alma busca o conhecimento da verdade, o corpo é responsável pelas sensações.

           

Sentenças:

- Penso, logo existo.

- O bom senso é a coisa mais bem dividida no mundo: todos pensam ter em abundância.

- Além do nosso pensamento, nada está realmente sobre nosso controle.

- Conquiste você mesmo, não o mundo.

- A dúvida é a origem da sabedoria

- Nada vem do nada.

- As melhores mentes podem ter as maiores virtudes ou os maiores vícios.

René Descartes


Responsável: Arildo Luiz Marconatto



Sites parceiros:

Sobre nós | Política de privacidade | Contrato do Usuário | Fale conosco

Copyright © 2008-2014 Só Filosofia. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Grupo Virtuous.