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Epicteto (55 - 135)

Musónio Epicteto busca em seus pensamentos destacar o lado prático da filosofia para desenvolver a moral. O filósofo é que vai educar e tratar os homens que sofrem com as paixões e ele busca fazer isso através da virtude.

            Para Epicteto Deus está dentro de nós através da alma, Deus é a alma que está em nós e portanto nunca estamos sós, pois Deus está conosco. Deus é nosso pai e como tal devemos obediência a Ele. Foi Ele que nos deu a dádiva de existirmos e devemos a ele o reconhecimento dessa dádiva. Mas não precisamos para isso da religião, pois dependemos de Deus e não de outros homens. Podemos e devemos atingir a moral e a virtude através da razão em uma busca independente, pois podemos nos governar por nossas próprias leis.

            Deus é sabedoria, inteligência e como tal segue a razão, a razão é um bem. Deus cuida de todas as coisas e de cada pessoa em particular. Obedecer Deus significa obedecer a sabedoria pois nela está o bem. Fazer a vontade de Deus é seguir a razão. Quando nos submetermos à vontade de Deus, ou seja, à razão, encontraremos a liberdade.

            A virtude que alcançarmos através da razão vai nos dar liberdade, mas para isso precisamos também nos tornar independentes das coisas que estão no exterior de nós mesmos. Somente podemos confiar nas coisas que estão sob nosso poder, sobre as quais temos controle. Os bens materiais, a posição social e até mesmo nosso corpo são coisas externas, pois não podemos controlá-los. Não podemos deixar que essas coisas dominem nosso espírito porque se isso acontecer vamos também perder o controle sobre ele.

            Uma liberdade garantida deve ter por fundamento coisas sobre as quais temos o domínio, coisas como desejo, opiniões e sentimentos. Devemos suportar o que não podemos modificar e tentar modificar o que precisa ser modificado das coisas que dominamos como desejos ou idéias irracionais.

            Epicteto define assim o seu princípio filosófico definindo as coisas em dois conjuntos. O conjunto das coisas sobre as quais podemos exercer nosso poder e o conjunto das coisas sobre as quais não temos nenhum poder. As coisas boas e as coisas más estão incluídas no conjunto que está sobre nosso poder, pois elas são o resultado da nossa capacidade de fazer ou de não fazer algo. O que não está sobre nosso poder, além de não ser da nossa responsabilidade, não pode ser atingido pela nossa vontade.

            Os dois conjuntos de coisas não podem estar juntos, pois são excludentes e um vai destruir o outro. Não levar em conta essa divisão é seguir o caminho que vai nos levar ao erro. Quem escolhe viver para e seguindo as normas do conjunto de coisas que não domina vai acabar se tornando escravo dessas coisas. Mas quem rejeitar ao que não está sob nossa dependência e se dedicar ao conjunto que dominamos, vai se tornar livre e encontrar paz espiritual.

 

Sentenças:

- Acusar os outros pelas nossas infelicidades é uma falta de educação.

- O que evitamos sofrer, fazemos sofrer os outros.

- Se você quer algo na vida, lute para conseguir.

- Ninguém é livre se não for dono de si mesmo.

- Não é o fato que desorienta as pessoas, mas os juízos que fazem dos fatos.

- O desejo e a felicidade não podem viver juntos.

- O erro dos velhos é julgar o hoje com os critérios do ontem.

- Na desgraça descobrimos os inimigos e colocamos a prova os amigos.

- Quem tem sorte ganha no genro um filho, quem não tem, perde uma filha.

- A verdade vence por si mesma, a mentira precisa de cúmplices.

- As grandes coisas precisam de tempo para serem criadas.

- Sábio é quem se alegra com o que tem e não fica triste pelo que não tem.

- É impossível aprender o que pensamos que já sabemos.


Epicteto



Responsável: Arildo Luiz Marconatto



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