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Frase de um leitor

Filosofia não é necessária, mas é essencial.
Carlos Eduardo

Talvez o dicionário tão íntimo de cada um possa oferecer algum esboço para fora de si mesmo.
Hélio Strassburger - São João Del Rei

Escuta e ouvir: Escutar é estar atento para ouvir. Alguns aqui podem estar me escutando, sons, palavras, ruídos. Mas ouvir é isso, além de uma viagem que me proponho fazer para ir ao mundo do outro. Fui escolhida para isso, esse sujeito propõe um descortinamento, quer trocar, mostrar seu universo mais íntimo. E toda a minha atenção, ligação, respeito ao que começa me chegar estão dispostos nessa direção.
Idalina Krause - Porto Alegre

Em suas pesquisas filosóficas, Will Goya diz ser necessária na clínica uma nova ética, a da alteridade e do amor, que em sua reflexão teria sido inaugurada pelo filósofo Lúcio Packter ao pensar a Filosofia Clínica. Mas que amor é este Will? A clínica não seria possível por outras motivações? Sim. O amor aqui abordado não é o do tópico emoções, não é sentimento. Ele pode ser isso como também outras coisas. Este amor significa aquilo que interliga um ser ao outro
Elise Nogueira - Juiz de Fora

Historicamente, a filosofia nos permite apresentar Epicuro como primeiro biófilos. O pensador dos jardins na vivencia da experiência do caos da decadência grega se afasta do ambiente socialmente doentio e sem esperança que cobriu a existência humana no mundo urbano grego e o levou a dedicar-se ao desenvolvimento de um processo auto-sustentável de qualidade de vida baseado na amizade. Este seu comportamento filosófico nos leva a ver nele um autêntico biófilos.
Gilson Miranda - Goiânia

O homem é um ser do passado. A meu ver este ser deveria está no presente, usufruir o ambiente, viver em intensa relação com os seus semelhantes. Afirmei esta premissa em dados universais, mas lembrei-me que isso é assim para algumas pessoas. Continuando a afirmação de que o homem é um ser do passado, tenho a impressão que tudo isso é fruto da minha da maneira de ver o mundo, de ver as coisas, enfim de ver as pessoas. Afirmei isso ao observar que as pessoas estão em constante atraso no relógio e no calendário; há uma necessidade de querer saber que horas são, qual é o dia da semana ou qual data do mês.
Henrique Freitas - Manaus

Pensando no mundo Schopenhaueriano, como sendo uma representação pessoal de cada um, nos deparamos com as dificuldades em aceitar a representação axiológica do outro, quando esta é muito diferente da minha, pois quando eu “estou” terapeuta, eu não consigo prescindir em totalidade daquilo que eu “sou”.
Andrea Vermont - Uberlândia

Eu me arriscaria a dizer que a pior de todas as decisões é procurar fora o que de fato está dentro de cada um de nós. Muito bem. Mas o que é que eu tenho dentro de mim que difere tanto daquilo que o outro tem dentro dele? O que tenho são os sonhos, os desejos, assim como as decepções, as frustrações, o vazio, as tristezas, as emoções... Cada um, em particular, vai sentir as coisas a seu modo. O resto é mero adjetivo... Não há uma receita pronta para isso.
Ercílio Facanali - Campinas

Quando Heidegger diz que ao existirmos somos obrigados a erguer uma essência, deixa implícita a idéia de que quando nos deparamos com a existência, - a minha, a tua, a do mundo, a das coisas... - somos levados, por nós mesmos, pela própria consciência, a buscar sentido para o simples fato de existirmos. Se somos lançados num mundo ainda e para sempre “estranho”, estamos naturalmente passíveis de erguermos uma estrutura de pensamento, que não é mais que um esboço daquilo que somos – ou estamos sendo... Nós simplesmente existimos, nos debruçamos sobre nós mesmos, mergulhamos, conscientes, naquilo que chamamos existência e podemos, assim, assumir caminhos, buscas e sentidos para sermos.
Mariana Flores - Rio de Janeiro

O século XX concebeu uma nova forma de ver o homem e o mundo, onde um não se entende sem o outro. Nem realismo, nem idealismo, desejou-se chegar a uma nova forma de pensar a realidade. José Ortega y Gasset (1883-1955) contribuiu para pensar em como superar os impasses a que nos levaram o realismo e o idealismo. A trajetória sugerida por Ortega é importante não só porque nos oferece uma nova interpretação do passado de nossa cultura, mas porque nos fornece um instrumento para pensar os problemas de nosso próprio tempo. Nesta comunicação iremos examinar o que Ortega denomina de realidade radical e mostrar como estas idéias nos ajudam a entender melhor mundo em que vivemos.
José Maurício de Carvalho - São João Del Rei

Qual é o pensamento verdadeiro, objetivo e transparente que norteia quem governa sobre nós? O que teve tudo para ser verdadeiramente objetivo puramente humano, tornou-se objetivismo. O jogo de palavras e idéias confundem entre si e nos confundem também. Para onde vamos, com toda esta miscelânea? Os valores e princípios éticos que norteiam de fato uma boa educação sem vícios, sem interesses classistas, mas que defenda o bem, a dignidade, a liberdade do ser humano.
José Geraldo Pereira da Mota

Sei que se torna quase impossível falar do silêncio, pois é do próprio silenciar que surgem as palavras. O silêncio não é mudez, nem verbalização que se cala. Nosso eu superficial precisa calar e se acalmar sem a ansiedade do ter que fazer e dominar. Silenciar não é fugir da vida, pelo contrário, é fluir na plenitude da vida. Silenciar é mergulhar na existência a fim de colher da vida tudo que ela nos oferece de sublime. Silenciar é comungar com tudo e todos. Silenciar é graça e beleza gratuita.
Rosangela Rossi - Juiz de Fora

Atualizar-se é um retroceder ao futuro onde se descobrem caminhos e possibilidades, que embora sempre presentes, se apagaram na tentativa de ser e se esqueceram.
Fernanda Moura - São Paulo

A primeira necessidade que Schopenhauer aponta para compreendermos a noção de representação justifica-se em entender a reciprocidade existente entre sujeito e objeto no conhecimento de si mesmo e do mundo. De acordo com sua teoria do conhecimento, não existe somente um sujeito que antecede o conhecer do objeto, nem tão pouco um objeto que se faz reconhecer pelo sujeito. Há na verdade uma co-relação entre sujeito e objeto na consciência que, por sua vez torna-se consciência representativa do mundo.
Rozinaldo Duarte - Salvador

Com a sociedade de consumo vivemos uma nova situação histórica: o período da velhice tornou-se mais longo que o período da infância. O termo "terceira idade" convencionou-se ser de boa utilização a partir da idade da reforma, abarcando a velhice da idade adulta, separando a segunda da terceira idade. Acontece que o aumento da esperança de vida leva hoje a falar na quarta idade, caracterizada por uma perda de autonomia física intelectual e com menos qualidade de vida.
Geneci Bett - Manaus

   
Como referenciar: "Frase filosófica de um leitor" em Só Filosofia. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2019. Consultado em 19/08/2019 às 04:44. Disponível na Internet em http://www.filosofia.com.br/frase.php?pg=2