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Abaixo palavras iniciais do livro "A filosofia no hospital e no consultório" de Lúcio Packter.
Palavras iniciais
Lúcio Packter criou a Filosofia Clínica a partir do trabalho em consultório e hospital, enfatizando o humanismo. Pois em um mundo onde constato ouvir tanto expressões como louco(a), para a Filosofia Clínica não haverá o louco(a). Cada ser humano é único e como tal é respeitado na sua historicidade. Na Filosofia Clínica não há patologia. Na Filosofia Clínica não há tipologias.
A Filosofia Clínica traz um enfoque novo de como estar com o outro, no sentido mais humano; o respeito pela dor humana. Cada pessoa tem o seu direito de possuir o seu jeito de ser no mundo.
Partilhantes, como são assim chamados pelos filósofos clínicos, aqueles que procuram ajuda para os seus males existenciais, trazem a historicidade; trazem o seu contexto de vida, a bagagem existencial a ser trabalhada. Esse atendimento poderá ocorrer no consultório, num parque, no ambiente de trabalha, etc.
Em frente ao filósofo clínico não estará alguém que chegue até ele para ser enquadrado de uma forma a priori; os filósofos clínicos não procuram doenças, vivem a vida. Este é o trabalho no estudo da Estrutura de Pensamento, através da historicidade.
Muitos estudos, muitas leituras, viagens para fora do país, Lúcio Packter fez um trabalho sedimentado em pesquisas teóricas e práticas. Ele mesmo, um filósofo, ainda guri, pedia livros para a mãe. Homem raro neste mundo, deixa um legado de maneira humana, amorosa, de respeito, ao lidar com as questões existenciais dos seres humanos em uma sociedade enferma dos verdadeiros valores; onde o certo parece errado e onde o errado é dado como certo na maior parte das vezes.
Não foi trabalho de Lúcio Packter, mas foi uma missão que teve para conosco, foi de Deus o seu legado, visto que a partir de agora muitas almas já começaram a se soltar de suas ?prisões?; principalmente, dos rótulos da loucura.
Dayde
Porto Alegre, outono de 2008.
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